Como reconhecer a evolução no Pilates para além da aparência física

A evolução no Pilates nem sempre se vê ao espelho. Que sinais observar nas aulas, como registar o teu progresso e o que fazer numa semana mais difícil.

Revisão técnicaAna Carina Silvafisioterapeuta e instrutora de Pilates Clínico

A evolução no Pilates nem sempre se vê ao espelho. Pode estar num movimento que realizas com mais controlo, numa posição que consegues manter com maior facilidade ou numa sequência que já acompanhas com mais confiança.

A investigação tem identificado melhorias em capacidades como a resistência muscular, a flexibilidade e o equilíbrio em pessoas saudáveis que praticam Pilates.1

Que sinais podes observar durante as aulas?

Em exercícios que já conheces, procura perceber se:

  • Consegues iniciar e terminar o movimento de forma mais controlada;
  • Manténs uma posição com menos esforço, sem perder o controlo;
  • Realizas uma sequência semelhante com menor necessidade de pausas;
  • Movimentas os braços e as pernas com maior facilidade de coordenação;
  • Reconheces mais facilmente a posição do tronco e da bacia.

Esta perceção da posição do corpo também pode ser trabalhada. Num estudo com adultos jovens saudáveis, um programa de Pilates online melhorou a perceção da posição do tronco e a resistência muscular do centro.2

Evoluir significa fazer exercícios mais difíceis?

A dificuldade é apenas uma das formas de progressão. Repetir um exercício conhecido com maior precisão ou com menos esforço também pode representar evolução.

Não precisas de procurar sempre uma amplitude maior, mais repetições ou menos apoios. O desafio deve permitir-te manter o controlo da execução.

Aprender a reconhecer quando precisas de uma pausa ou de uma adaptação também faz parte da aprendizagem.

Como acompanhar o teu progresso?

Escolhe dois ou três movimentos que apareçam com alguma frequência nas aulas e, de tempos a tempos, observa como os realizas. Para que a comparação seja útil, considera uma versão semelhante do exercício, com os mesmos apoios e uma duração aproximada.

Podes fazer um pequeno registo no final da aula:

  • Que movimento me pareceu mais fácil?
  • Onde senti maior controlo?
  • O esforço foi semelhante, maior ou menor?

Estas observações ajudam-te a acompanhar a tua experiência sem transformar cada aula num teste.

E se numa semana sentir mais dificuldade?

Uma aula isolada não permite tirar conclusões sobre toda a tua evolução. A exigência da sequência e a forma como te sentes nesse dia podem ser diferentes.

Procura observar tendências ao longo de várias semanas, em vez de esperares melhorar em todas as sessões.

Na DUO

Como o plano de aulas muda semanalmente, as sessões podem trazer desafios diferentes. Em vez de comparares apenas se conseguiste terminar cada aula, presta atenção à forma como executas movimentos semelhantes ao longo do tempo.

Dá atenção ao que já consegues fazer e à forma como te movimentas.

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Conteúdo elaborado pela DUO Clinical Pilates

Referências bibliográficas

  1. Cruz-Ferreira A, Fernandes J, Laranjo L, Bernardo LM, Silva A. A systematic review of the effects of Pilates method of exercise in healthy people. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation. 2011;92(12):2071–2081. doi:10.1016/j.apmr.2011.06.018.
  2. Suner-Keklik S, Numanoglu-Akbas A, Cobanoglu G, Kafa N, Guzel NA. An online Pilates exercise program is effective on proprioception and core muscle endurance in a randomized controlled trial. Irish Journal of Medical Science. 2022;191(5):2133–2139. doi:10.1007/s11845-021-02840-8.
Referência 1

Cruz-Ferreira A, Fernandes J, Laranjo L, Bernardo LM, Silva A. A systematic review of the effects of Pilates method of exercise in healthy people. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation. 2011;92(12):2071–2081. doi:10.1016/j.apmr.2011.06.018.

Referência 2

Suner-Keklik S, Numanoglu-Akbas A, Cobanoglu G, Kafa N, Guzel NA. An online Pilates exercise program is effective on proprioception and core muscle endurance in a randomized controlled trial. Irish Journal of Medical Science. 2022;191(5):2133–2139. doi:10.1007/s11845-021-02840-8.