Mobilidade: o que é e qual a diferença para a flexibilidade

Mobilidade e flexibilidade não são sinónimos. O que distingue as duas, que áreas se trabalham no Pilates e porque não precisas de forçar amplitudes máximas.

Revisão técnicaAna Carina Silvafisioterapeuta e instrutora de Pilates Clínico

No contexto do exercício, a mobilidade pode ser entendida como a capacidade de utilizar uma amplitude de movimento de forma ativa e controlada.1,2

Embora estejam relacionadas, mobilidade e flexibilidade não são exatamente sinónimos. A flexibilidade refere-se sobretudo à amplitude disponível, enquanto a mobilidade acrescenta a capacidade de utilizar essa amplitude de forma ativa e controlada.1,2 Uma pessoa pode conseguir alcançar determinada posição, mas ter dificuldade em controlar o movimento necessário para chegar até ela.1

No Pilates, os exercícios de mobilidade e alongamento podem ser combinados com exercícios de fortalecimento e realizados segundo princípios como o controlo, a precisão e a respiração.3 O objetivo não é apenas procurar uma maior amplitude, mas aprender a movimentar de forma controlada.1,3

Que áreas podem ser trabalhadas?

Dependendo da aula e dos exercícios, podes trabalhar:

  • Flexão, extensão, inclinações e rotações da coluna;
  • Mobilidade articular;
  • Coordenação entre diferentes segmentos do corpo;
  • Controlo em amplitudes progressivamente maiores.

Mobilidade não significa forçar

Não precisas de procurar amplitudes máximas para que o exercício seja útil.

Trabalha dentro de uma amplitude confortável, privilegia movimentos controlados e aumenta gradualmente o desafio. Podes sentir uma ligeira sensação de alongamento, mas não precisas de sentir dor para que o exercício seja útil. Interrompe o exercício se surgir uma dor intensa, aguda ou que aumente durante o movimento.

Na DUO

Na DUO, encontras aulas direcionadas para trabalhar a mobilidade de forma global, bem como sessões mais específicas, focadas em determinadas áreas do corpo.

Podes escolher sessões mais curtas para os dias em que tens menos tempo ou podes integrá-las como complemento das aulas de 30 minutos.

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Conteúdo elaborado pela DUO Clinical Pilates

Referências bibliográficas

  1. Matsuo S, Takeuchi K, Nakamura M, Fukaya T, Oba K, Nakao G, Mizuno T. Acute Effects of Dynamic and Ballistic Stretching on Flexibility: A Systematic Review and Meta-analysis. Journal of Sports Science and Medicine. 2025;24(2):463–474. doi:10.52082/jssm.2025.463.
  2. Warneke K, Thomas E, Blazevich AJ, et al. Practical recommendations on stretching exercise: A Delphi consensus statement of international research experts. Journal of Sport and Health Science. 2025;14:101067. doi:10.1016/j.jshs.2025.101067.
  3. Dos Reis AL, de Oliveira LC, de Oliveira RG. Effects of stretching in a Pilates program on musculoskeletal fitness: a randomized clinical trial. BMC Sports Science, Medicine and Rehabilitation. 2024;16:11. doi:10.1186/s13102-024-00808-6.
Referência 1

Matsuo S, Takeuchi K, Nakamura M, Fukaya T, Oba K, Nakao G, Mizuno T. Acute Effects of Dynamic and Ballistic Stretching on Flexibility: A Systematic Review and Meta-analysis. Journal of Sports Science and Medicine. 2025;24(2):463–474. doi:10.52082/jssm.2025.463.

Referência 2

Warneke K, Thomas E, Blazevich AJ, et al. Practical recommendations on stretching exercise: A Delphi consensus statement of international research experts. Journal of Sport and Health Science. 2025;14:101067. doi:10.1016/j.jshs.2025.101067.

Referência 3

Dos Reis AL, de Oliveira LC, de Oliveira RG. Effects of stretching in a Pilates program on musculoskeletal fitness: a randomized clinical trial. BMC Sports Science, Medicine and Rehabilitation. 2024;16:11. doi:10.1186/s13102-024-00808-6.