Pilates Clínico: o que é e o que deves saber antes de começar

O que é o Pilates Clínico, o que se trabalha numa sessão e o que significa, de facto, uma abordagem clínica. Com revisão técnica e referências.

Revisão técnicaMaria João Silvaenfermeira e instrutora de Pilates

O Pilates é um método de exercício que combina respiração, concentração e movimentos realizados com controlo. A atenção está na forma como executas cada exercício e coordenas as diferentes partes do corpo.1

A expressão Pilates Clínico é habitualmente utilizada para descrever a aplicação dos exercícios de Pilates num contexto de saúde. Num acompanhamento terapêutico, a avaliação individual orienta a escolha e a adaptação dos exercícios às capacidades, às necessidades e aos objetivos de cada pessoa.2

O que se trabalha nesta prática?

Dependendo dos exercícios escolhidos, uma sessão pode trabalhar:

  • Força e resistência muscular;
  • Mobilidade e flexibilidade;
  • Equilíbrio e coordenação;
  • Controlo dos movimentos;
  • Consciência corporal e coordenação com a respiração.

O Pilates não se limita a alongamentos ou a exercícios abdominais. Pode envolver todo o corpo, em diferentes posições e com graus de dificuldade variados.

O que significa uma abordagem clínica?

Quando o Pilates é utilizado num contexto de reabilitação, os exercícios fazem parte de um processo de avaliação, acompanhamento e ajuste à evolução da pessoa.2 Contudo, a designação “Pilates Clínico” não significa, por si só, que exista uma avaliação ou um plano terapêutico personalizado.

Se procuras exercício para responder a uma lesão ou a sintomas persistentes, o aconselhamento individual ajuda a perceber que tipo de acompanhamento é adequado ao teu caso.

Na DUO

Procuramos que a escolha e a sequência dos exercícios tenham em conta a anatomia e a forma como o corpo se movimenta.

Damos atenção às posições de partida, aos apoios e à distribuição do esforço, com particular cuidado nas tarefas que exigem mais da região lombar ou cervical. Privilegiamos bases de apoio estáveis e uma progressão que permita trabalhar o controlo do movimento, evitando concentrar desnecessariamente a exigência numa única região.

Nos exercícios realizados de um lado de cada vez, procuramos alternar os lados ao longo da sequência, em vez de acumular muitos exercícios consecutivos sobre o mesmo lado. Esta organização procura distribuir o trabalho e gerir a fadiga durante a aula.

Estes cuidados fazem parte da preparação das nossas aulas, mas cada pessoa pode responder de forma diferente aos exercícios. Por isso, continua a ser importante respeitar a tua amplitude, fazer pausas quando necessário e interromper movimentos que provoquem dor ou agravem sintomas.

Conhece a nossa abordagem e descobre as aulas DUO!

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Conteúdo elaborado pela DUO Clinical Pilates

Referências bibliográficas

  1. Wells C, Kolt GS, Bialocerkowski A. Defining Pilates exercise: a systematic review. Complementary Therapies in Medicine. 2012;20(4):253–262. doi:10.1016/j.ctim.2012.02.005.
  2. Wells C, Kolt GS, Marshall P, Bialocerkowski A. The definition and application of Pilates exercise to treat people with chronic low back pain: a Delphi survey of Australian physical therapists. Physical Therapy. 2014;94(6):792–805. doi:10.2522/ptj.20130030.
Referência 1

Wells C, Kolt GS, Bialocerkowski A. Defining Pilates exercise: a systematic review. Complementary Therapies in Medicine. 2012;20(4):253–262. doi:10.1016/j.ctim.2012.02.005.

Referência 2

Wells C, Kolt GS, Marshall P, Bialocerkowski A. The definition and application of Pilates exercise to treat people with chronic low back pain: a Delphi survey of Australian physical therapists. Physical Therapy. 2014;94(6):792–805. doi:10.2522/ptj.20130030.